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Neurofibromatose Tipo 1: A Complexidade da Via RAS e Manifestações Cutâneas

A Neurofibromatose Tipo 1 deixou de ser uma condição apenas de "observação" para se tornar uma doença tratável com a chegada dos inibidores de MEK. O diagnóstico precoce das complicações (como gliomas e MPNST) é o divisor de águas na sobrevida do paciente.

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Neurofibromatose Tipo 1: A Complexidade da Via RAS e Manifestações Cutâneas

A Neurofibromatose Tipo 1 (NF1), historicamente conhecida como Doença de Von Recklinghausen, é uma das síndromes genéticas de predisposição ao câncer mais comuns.

No Portal Saúde AZ, detalhamos como mutações no gene NF1 (cromossomo 17) inativam a neurofibromina, uma proteína supressora de tumor, resultando em crescimento celular descontrolado ao longo do sistema nervoso.

Teia de Conexões Clínicas

Especialidade Achado Clínico Artigo Recomendado
Dermatologia Manchas Pigmentares Identificando Neurofibromatose na Pele
Oftalmologia Nódulos de Lisch Diagnóstico Ocular da NF1
Ortopedia Displasia Óssea Deformidades de Tíbia e Coluna

Referências Oficiais e Protocolos

Para diretrizes de rastreamento tumoral e novas terapias, consulte:

Tabela Comparativa: As Neurofibromatoses

Condição Gene/Cromossomo Principais Tumores
Neurofibromatose Tipo 1 (NF1) NF1 / Cromossomo 17 Neurofibromas (cutâneos/plexiformes), Glioma de via óptica.
Neurofibromatose Tipo 2 (NF2) NF2 / Cromossomo 22 Schwannomas Vestibulares (tumores auditivos bilaterais), Meningiomas.
Schwannomatose LZTR1 ou SMARCB1 Schwannomas dolorosos múltiplos (sem afetar audição bilateralmente).

Roteiro de Diagnóstico e Critérios NIH

O diagnóstico é eminentemente clínico. São necessários pelo menos 2 dos seguintes sinais:

  • 1. Manchas Café-com-Leite: 6 ou mais manchas (>5mm na pré-puberdade, >15mm na pós-puberdade).
  • 2. Efélides (Sardas): Nas axilas ou região inguinal (Sinal de Crowe).
  • 3. Neurofibromas: 2 ou mais de qualquer tipo ou 1 plexiforme.
  • 4. Glioma de Via Óptica: Tumor no nervo óptico (geralmente benigno na infância).
  • 5. Nódulos de Lisch: 2 ou mais hamartomas na íris (vistos pelo oftalmologista).
  • 6. Lesão Óssea Típica: Displasia do esfenoide ou afilamento do córtex de ossos longos (tíbia).
  • 7. Parente de Primeiro Grau: Pai, mãe ou irmão com NF1 confirmada.

Complicações Graves e Vigilância Médica

Embora muitos casos sejam leves, a vigilância oncológica é vital:

  • MPNST (Tumor Maligno da Bainha do Nervo Periférico): A complicação mais temida. Ocorre na transformação maligna de um neurofibroma plexiforme. Dor súbita ou crescimento rápido de um nódulo antigo é sinal de alerta vermelho.
  • Hipertensão Renovascular: Causada por estenose da artéria renal (comum em crianças com NF1).
  • Dificuldades de Aprendizagem: Cerca de 50-60% das crianças têm TDAH ou déficits cognitivos específicos.
  • Feocromocitoma: Tumor na glândula adrenal que causa hipertensão grave em adultos.

Tratamento e Farmacologia Avançada

A medicina entrou na era dos tratamentos moleculares para NF1:

  • Selumetinibe (Koselugo): O primeiro medicamento aprovado (Inibidor de MEK) para tratar neurofibromas plexiformes inoperáveis em crianças. Ele bloqueia a via de sinalização RAS/MAPK, reduzindo o volume do tumor.
  • Cirurgia: Remoção de neurofibromas cutâneos por estética ou desconforto (“Exérese”).
  • Laser de CO2: Para remoção de múltiplos pequenos neurofibromas (eletrodissecção).
  • Monitoramento: Ressonância magnética anual (corpo inteiro) é recomendada em centros especializados para rastrear tumores internos.

FAQ: Perguntas Críticas

  1. É o mesmo que a doença do “Homem Elefante”? Não. Joseph Merrick tinha Síndrome de Proteus, não NF1. Essa confusão histórica gerou muito estigma.
  2. Pode pegar sol? Sim, mas as manchas café-com-leite não bronzeiam como o resto da pele, ficando mais evidentes. Proteção solar é padrão.
  3. A doença piora com a idade? Sim, neurofibromas cutâneos (as “bolinhas”) tendem a surgir na puberdade e aumentar em número com o envelhecimento e gravidez.
  4. Mulheres com NF1 podem engravidar? Sim, é uma gravidez de alto risco. Os hormônios da gestação podem acelerar o crescimento dos neurofibromas.
  5. Causa dor? Neurofibromas cutâneos geralmente não doem (apenas coçam). Neurofibromas plexiformes profundos podem ser muito dolorosos.
  6. Existe cura genética? Ainda não, mas inibidores de MEK (como Selumetinibe) são o mais próximo de um controle molecular que temos hoje.
  7. Afeta a visão? Gliomas ópticos podem causar perda visual, por isso o exame oftalmológico anual é obrigatório em crianças.
  8. Como é a herança? Autossômica Dominante. 50% de chance de passar para o filho. Porém, 50% dos casos são “mutações de novo” (sem pais afetados).
  9. Há risco de câncer de mama? Sim, mulheres com NF1 têm risco aumentado e devem iniciar o rastreio (mamografia) mais cedo, geralmente aos 30 anos.
  10. O que é o “Objeto Brilhante Não Identificado” (UBO)? São hiperintensidades vistas na ressonância do cérebro em crianças com NF1. Geralmente somem na vida adulta e não são tumores.

Curiosidades e Doenças Similares

Curiosidade: A NF1 é uma das doenças genéticas mais comuns, afetando 1 em cada 3.000 pessoas, sendo mais frequente que a Fibrose Cística e a Distrofia de Duchenne somadas.
Doenças similares: Síndrome de Legius (tem manchas café-com-leite, mas não tem tumores), Síndrome de McCune-Albright.

AVISO LEGAL E CLÍNICO: O conteúdo do Portal Saúde AZ é informativo. Qualquer nódulo que cresça rápido ou doa em paciente com NF1 deve ser biopsiado imediatamente. O acompanhamento deve ser anual e multidisciplinar.

Resumo Clínico: A Neurofibromatose Tipo 1 deixou de ser uma condição apenas de “observação” para se tornar uma doença tratável com a chegada dos inibidores de MEK. O diagnóstico precoce das complicações (como gliomas e MPNST) é o divisor de águas na sobrevida do paciente.

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