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Quiz das Doenças Tropicais

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Quiz das Doenças Tropicais

🇧🇷 Nota Editorial – Realidade Brasileira: O Brasil, com sua dimensão continental e diversidade de biomas, é um laboratório vivo de doenças tropicais. Este artigo aborda desde as arboviroses urbanas que lotam as emergências até as endemias rurais negligenciadas, focando nos protocolos do Ministério da Saúde e nas particularidades imunopatológicas.

Doenças Tropicais: O Campo de Batalha da Saúde Pública

“A medicina tropical no Brasil não é apenas o estudo de parasitas e vetores; é o entendimento de como as alterações ambientais, a urbanização desordenada e as desigualdades sociais moldam o perfil de adoecimento de uma nação.”

As Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) afetam mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, e o Brasil carrega uma carga desproporcional na América Latina.

Enquanto o mundo desenvolvido se preocupa com doenças crônicas, o médico brasileiro precisa ser um especialista híbrido, capaz de manejar um choque séptico e, simultaneamente, diagnosticar uma malária grave ou uma reação hansênica.

Quiz: Doenças Tropicais e Negligenciadas

Autoral: Portal SaudeAZ

Selecione o nível de conhecimento:

Estudante / Público

Vetores, sintomas clássicos e geografia das doenças.

Residente / Clínico

Diagnóstico diferencial, tratamento e sinais de alarme.

Infectologista

Imunopatologia, formas graves e protocolos avançados.

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Aprofunde-se nos temas:

1. As Arboviroses: O Trio Urbano e os Silvestres

Transmitidas principalmente pelo Aedes aegypti, as arboviroses representam o maior volume de atendimentos em epidemias sazonais.

Dengue: O Perigo do Extravasamento

Causada por 4 sorotipos (DENV-1 a 4). A fisiopatologia da forma grave não é citotóxica direta, mas imunomediada. Ocorre um “tempestade de citocinas” que aumenta a permeabilidade vascular, levando ao extravasamento de plasma (hemoconcentração), choque hipovolêmico e plaquetopenia. O manejo é puramente hidratação agressiva (Estadiamento A, B, C, D). A vacina Qdenga (TAK-003) trouxe nova esperança.

Chikungunya: A Dor Crônica

Diferente da Dengue, a mortalidade é baixa, mas a morbidade é altíssima. O vírus tem tropismo articular, causando poliartralgia intensa que pode cronificar (fase crônica > 3 meses) em até 50% dos pacientes, mimetizando Artrite Reumatoide.

Zika e Febre Amarela

  • Zika: Associado à Síndrome Congênita (Microcefalia) e Síndrome de Guillain-Barré. O quadro exantemático é pruriginoso e a febre é baixa.
  • Febre Amarela: Possui ciclo silvestre (*Haemagogus*) e urbano (erradicado desde 1942, mas com risco de reurbanização). Causa hepatite fulminante com icterícia, hemorragia e insuficiência renal. A vacinação é a principal arma.

2. Malária: O Flagelo da Amazônia

O Brasil concentra a maioria dos casos das Américas, 99% na Região Amazônica.

  • Plasmodium vivax: Responsável por 85% dos casos. É menos letal, mas causa recaídas devido aos hipnozoítos (formas dormentes no fígado). Tratamento: Cloroquina (sangue) + Primaquina (fígado).
  • Plasmodium falciparum: O mais grave. Causa citoaderência das hemácias nos capilares (fenômeno de *rosetting*), levando à Malária Cerebral, insuficiência renal e pulmonar. Tratamento: Derivados de Artemisinina.
[Image of Malaria parasite life cycle]

3. Leishmanioses: Visceral e Tegumentar

Doenças do complexo Leishmania, transmitidas por flebotomíneos (mosquito-palha).

Leishmaniose Visceral (Calazar)

Causada por L. infantum. É uma doença sistêmica grave que afeta o sistema retículo-endotelial. O paciente apresenta a tríade: Febre prolongada + Hepatoesplenomegalia + Pancitopenia. Se não tratada, a mortalidade é >90%. Ocorre urbanização da doença, com cães como reservatórios. Tratamento: Glucantime ou Anfotericina B Lipossomal.

Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA)

Causa úlceras de pele com bordas elevadas (“em moldura”) e fundo granuloso indolor. A forma mucosa (nariz/boca) é destrutiva e tardia. O diagnóstico é por pesquisa direta, PCR ou Teste de Montenegro (imunidade celular).

4. Hanseníase: O Brasil no Topo do Ranking

O Brasil é o 2º país com mais casos no mundo. Causada pelo Mycobacterium leprae, ataca pele e nervos periféricos. A classificação operacional (OMS) guia o tratamento:

  • Paucibacilar (PB): Até 5 lesões de pele. Imunidade celular preservada. Tratamento: 6 meses (Rifampicina + Dapsona).
  • Multibacilar (MB): Mais de 5 lesões. Imunidade celular falha. Baciloscopia positiva. Tratamento: 12 meses (Rifampicina + Dapsona + Clofazimina).

O diagnóstico é eminentemente clínico (manchas com alteração de sensibilidade térmica/dolorosa/tátil e espessamento neural).

5. Doenças Bacterianas e Fúngicas Específicas

Leptospirose (Síndrome de Weil)

Zoonose urbana associada a enchentes e urina de rato. A forma grave (Weil) cursa com tríade: Icterícia Rubínica (laranja) + Insuficiência Renal Aguda + Hemorragia (pulmonar é a mais letal). A CPK elevada e a hipocalemia são dicas diagnósticas.

Paracoccidioidomicose (PCM)

A micose sistêmica mais importante da América Latina (“Doença de Lutz”). Fungo dimórfico inalado do solo.

  • Forma Aguda/Subaguda (Juvenil): Grave, afeta sistema retículo-endotelial (linfonodos, fígado, baço) em crianças/jovens.
  • Forma Crônica (Adulto): >90% dos casos. Afeta pulmão (“asa de borboleta”) e mucosa oral (estomatite moriforme). Tratamento: Itraconazol ou Cotrimoxazol.

Conclusão: Vigilância Constante

As doenças tropicais são dinâmicas. Vemos o ressurgimento da Sífilis, a emergência da Febre Oropouche e Mayaro, e a persistência da Tuberculose. O profissional de saúde no Brasil deve manter um alto índice de suspeição, pois o diagnóstico precoce nestas patologias é a única barreira entre a cura e a sequela permanente.

Referências e Tags: medicina tropical, dengue hemorrágica, prova do laço, plasmodium vivax, lutzomyia, mycobacterium leprae, leptospira, pcm, epidemiologia brasileira, vacina dengue, saúde pública.

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