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Quiz das Neuropatias

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🧠 Nota Editorial – Contexto Brasileiro: No Brasil, a investigação de uma neuropatia periférica exige um olhar epidemiológico aguçado. Além do Diabetes (causa nº 1 mundial), somos um país endêmico para Hanseníase, a causa mais comum de neuropatia infecciosa tratável. Este artigo aborda desde a propedêutica básica até as complexas neuropatias imunomediadas e genéticas.

Neuropatias: Quando a Fiação do Corpo Entra em Curto

“A dor neuropática não é um alarme de dano tecidual; é um grito do próprio sistema de alarme. Compreender a anatomia do nervo periférico é a chave para desligar esse sinal.”

O Sistema Nervoso Periférico (SNP) conecta o cérebro e a medula ao resto do corpo. As neuropatias podem afetar fibras motoras (fraqueza), sensitivas (dormência, dor) ou autonômicas (hipotensão, disfunção erétil). A abordagem clínica começa respondendo a três perguntas: Onde está a lesão? Qual o tipo de fibra afetada? Qual a patologia subjacente?

Quiz: Neuropatias Periféricas

Autoral: Portal SaudeAZ

Selecione o nível de conhecimento:

Estudante / Público

Sintomas (formigamento, dor), Diabetes e B12.

Residente / Clínico

Diagnóstico topográfico, ENMG e Guillain-Barré.

Neurologista

Imunopatologia, CIDP, Genética e Fibras Finas.

Quantas perguntas deseja?

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Explicação Clínica:

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Aprofunde-se nos temas:

1. Anatomia e Fisiopatologia: O Axônio e a Bainha

Para entender as doenças, precisamos entender a estrutura. O nervo é como um cabo elétrico:

  • Axônio (O Fio de Cobre): A parte que transmite o impulso. Quando lesado (Neuropatia Axonal), a amplitude do sinal cai. A recuperação é lenta e depende de regeneração. Ex: Diabetes, Toxinas, Álcool.
  • Bainha de Mielina (O Isolamento): A capa de gordura que acelera a condução. Quando lesada (Neuropatia Desmielinizante), a velocidade do sinal cai ou bloqueia. A recuperação pode ser rápida (remielinização). Ex: Guillain-Barré, CIDP.

2. Padrões Clínicos de Apresentação

Polineuropatia Simétrica Distal (“Em Bota e Luva”)

O padrão mais comum. É comprimento-dependente: afeta primeiro os nervos mais longos (pés), subindo gradualmente para pernas e mãos. Típico de causas metabólicas e tóxicas (Diabetes, Deficiência de B12, Quimioterapia).

Mononeuropatia Múltipla

Acometimento assimétrico e sequencial de nervos individuais não contíguos (ex: pé caído à direita + mão em garra à esquerda). No Brasil, Hanseníase é a principal suspeita, seguida de Vasculites.

Polirradiculoneuropatia

Afeta raízes e nervos, causando fraqueza proximal e distal simultânea. O protótipo agudo é a Síndrome de Guillain-Barré (paralisia flácida ascendente, arreflexia).

3. O Arsenal Diagnóstico

Eletroneuromiografia (ENMG)

O “estetoscópio” do nervo. Diferencia lesão axonal de desmielinizante, localiza o ponto de compressão (ex: Túnel do Carpo) e define gravidade. Essencial para classificar a doença.

Biópsia de Pele (Fibras Finas)

A ENMG convencional avalia apenas fibras grossas. Para pacientes com muita dor (queimação) mas ENMG normal, suspeita-se de Neuropatia de Fibras Finas. A biópsia conta a densidade de fibras intraepidérmicas.

4. Principais Etiologias no Brasil

Neuropatia Diabética

Presente em até 50% dos diabéticos. Começa com perda de sensibilidade (risco de pé diabético) e evolui para dor. O controle glicêmico estrito previne a progressão, mas não reverte o dano estabelecido.

Hanseníase (Neural Pura)

O Brasil é endêmico. O bacilo tem predileção por nervos periféricos, causando espessamento e dor à palpação (neurite). Pode ocorrer sem lesões de pele visíveis (Forma Neural Pura), desafiando o diagnóstico.

Hereditárias (Charcot-Marie-Tooth)

A neuropatia hereditária mais comum. Pés cavos, pernas em “garrafa de champanhe invertida” e história familiar arrastada.

Imunomediadas (CIDP)

A Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica (CIDP) é o “Guillain-Barré crônico”. Evolução > 8 semanas, fraqueza proximal e distal. Responde bem a Imunoglobulina e Corticoides.

5. Tratamento da Dor Neuropática

A dor neuropática (choque, queimação, agulhada) não responde a analgésicos comuns. A primeira linha de tratamento inclui:

  • Antidepressivos Duais: Duloxetina, Venlafaxina (atuam na via inibitória descendente da dor).
  • Anticonvulsivantes (Ligantes Alfa-2-Delta): Pregabalina, Gabapentina (bloqueiam canais de cálcio, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios).
  • Tricíclicos: Amitriptilina, Nortriptilina (eficazes, mas com mais efeitos colaterais).
  • Tópicos: Lidocaína, Capsaicina (para dor localizada).

Conclusão: O Diagnóstico Precoce Salva Funções

Nervos periféricos têm capacidade limitada de regeneração. Identificar a causa – seja uma deficiência de vitamina, uma compressão mecânica ou uma doença autoimune – antes que ocorra a morte axonal completa é a missão do neurologista. No Brasil, nunca esquecer de palpar os nervos: a Hanseníase ainda caminha entre nós.

Referências e Tags: neuropatia periférica, diabetes, hanseníase, guillain-barré, cidp, eletroneuromiografia, pregabalina, duloxetina, charcot-marie-tooth, dor neuropática, neurologia clínica.

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