453pc4
1214
contusão pulmonar e fraturas de arcos costais (tórax instável)Calculadoras Estudantes de MedicinaCirugia do TraumaEspecialidades Médicas em QuizEstudantes de MedicinaFaça Quiz Cancer de MamaFAQ Estudantes de MedicinaFocar em passar na prova de residênciaGeradores de Quiz Saúde AZPerguntas sobre Doenças Formato QuizProvas de Residência MédicaQuestões mais Caem Provas de ResidênciaQuiz AlzheimerQuiz Estudantes de MedicinaQuiz Saúde AZQuiz sobre Doenças EndócrinasResidência Médica

Prova de Residência Médica: Contusão Pulmonar e Tórax Instável

75 / 100 Pontuação de SEO
Conteúdo Oficial

SaudeAZ.com.br

Prova de Residência Médica: Contusão Pulmonar e Tórax Instável

Caros colegas, o trauma torácico fechado com fraturas de costelas é uma armadilha fisiológica. O som dos ossos quebrando chama a atenção, mas é a lesão parenquimatosa subjacente (contusão pulmonar) que mata silenciosamente por hipóxia.

O Tórax Instável (Flail Chest) é um marcador de gravidade extrema, indicando grande transferência de energia cinética. Como editor sênior do saudeaz.com.br, vejo que o manejo da dor e a restrição hídrica são frequentemente negligenciados, levando à intubação evitável e pneumonia. Vamos aprofundar.

Para basear nossa discussão em evidências de nível 1, consultem:

Definições e Fisiopatologia

Tórax Instável: Ocorre quando há fratura de 2 ou mais costelas consecutivas em 2 ou mais lugares. Isso cria um segmento “solto” da parede torácica que perde a continuidade óssea com o resto da caixa.

Respiração Paradoxal: É o sinal clínico clássico. Na inspiração (pressão intratorácica negativa), o segmento solto “afunda”. Na expiração (pressão positiva), ele “abaula”. Isso aumenta o trabalho respiratório e causa dor excruciante.

A Verdadeira Assassina: Contusão Pulmonar

Antigamente, achava-se que o movimento paradoxal do ar (“ar pendular”) causava a hipóxia. Hoje sabemos que a causa principal é a Contusão Pulmonar subjacente. O pulmão machucado sangra para dentro dos alvéolos, causa edema intersticial, inativa o surfactante e cria um shunt intrapulmonar (sangue passa mas não oxigena). Saiba mais sobre insuficiência respiratória no trauma.

Pilares do Tratamento: Os 3 “A”s

Pilar Estratégia Justificativa
Analgesia Agressiva Cateter Peridural (Padrão-Ouro) ou Bloqueio Paravertebral/Intercostal. Evitar sedação excessiva sistêmica (opioides venosos em excesso deprimem o drive respiratório). A dor impede a tosse e a respiração profunda. Sem analgesia = Atelectasia = Pneumonia.
Aporte de Oxigênio (Higiene Brônquica) VNI (CPAP/BiPAP) precoce se consciente. Intubação se PaO2 < 60 ou fadiga. Aspiração frequente. Manter alvéolos abertos (recrutamento) e limpar secreções sanguinolentas.
Água (Restrição Hídrica) Manter balanço hídrico negativo ou zerado. Evitar “afogar” o paciente. O pulmão contundido é permeável. Excesso de cristaloides inunda o alvéolo e piora a hipóxia (Síndrome do Pulmão Úmido).

Fixação Cirúrgica das Costelas: Quando Indicar?

A fixação cirúrgica (osteossíntese) deixou de ser experimental e hoje tem indicações precisas para reduzir tempo de ventilação mecânica e mortalidade. As indicações clássicas (Consenso) são:

  • Tórax instável com impossibilidade de desmame da ventilação mecânica.
  • Deformidade torácica significativa (“caved-in chest”) com restrição pulmonar.
  • Dor intratável apesar de analgesia peridural otimizada.
  • Necessidade de toracotomia por outro motivo (aproveita-se para fixar).

Estudos de Caso: O Que Mata o Paciente?

Caso 1: A Contusão “Florindo” (Blossoming)

Cenário: Paciente chega com RX de tórax “limpo”. 24h depois, está dispneico e o RX mostra opacidade branca difusa.

Lição: A contusão pulmonar evolui. O sangramento e o edema progridem nas primeiras 24-48h. Nunca dê alta precoce em trauma torácico de alta energia baseando-se no RX de admissão. Acompanhe a evolução no saudeaz.com.br.

Caso 2: O Idoso e a Pneumonia

Cenário: Senhor de 75 anos, queda da escada, 3 costelas fraturadas. Mandado para casa com analgésico oral.

Erro: Em idosos, cada costela fraturada aumenta a mortalidade em 19% e o risco de pneumonia em 27%. Idosos com >3 costelas fraturadas devem ser internados, preferencialmente em UTI, para analgesia venosa/bloqueio e fisioterapia.

Caso 3: O Afogamento Iatrogênico

Cenário: Politrauma com TCE e contusão pulmonar. Recebeu 4 litros de Ringer na reanimação. Saturação cai para 85%.

Fisiopatologia: O volume excessivo extravasou nos capilares pulmonares lesados. A contusão piorou drasticamente.

Conduta: Restrição hídrica, diuréticos (se hemodinâmica permitir) e PEEP otimizada.

FAQ: Perguntas de Prova e Plantão

  1. Qual a analgesia padrão-ouro para tórax instável?
    Analgesia Peridural (Cateter Epidural) com anestésico local + opioide. Permite tosse sem dor e evita sedação sistêmica.
  2. Faixa torácica ajuda?
    NUNCA! Faixas ou enfaixamento restringem a expansão torácica, promovendo atelectasia e pneumonia. Estão proscritas.
  3. Preciso intubar todo tórax instável?
    Não. Antigamente sim (“estabilização pneumática interna”). Hoje, tentamos VNI e analgesia primeiro. Intubação só se houver insuficiência respiratória grave ou rebaixamento de consciência.
  4. Como diferenciar contusão pulmonar de SDRA?
    A contusão aparece nas primeiras horas e é localizada (correspondente ao trauma). A SDRA é difusa, bilateral e aparece mais tardiamente (24-72h).
  5. Qual exame padrão-ouro para contusão?
    Tomografia Computadorizada (TC) de Tórax. É muito mais sensível que o Raio-X.
  6. Fratura de 1ª e 2ª costelas indica o quê?
    Trauma de altíssima energia. Risco de lesão de grandes vasos (Aorta, Subclávia) e Plexo Braquial.
  7. Fratura de costelas inferiores (9ª-12ª) indica o quê?
    Risco de lesão abdominal: Fígado (direita), Baço (esquerda) e Rins (posterior).
  8. O que é o Tórax Instável Anterior?
    Desinserção do esterno das costelas ou fratura bilateral de costelas anteriores, deixando o esterno “solto”. Gravíssimo.
  9. Uso de Corticoides na contusão?
    Não há evidência de benefício. Não use. Aumenta risco de infecção.
  10. Quanto tempo demora para resolver a contusão?
    Radiologicamente melhora em 7-10 dias, mas a função pulmonar pode levar meses para recuperar.

Dicas e Pegadinhas

A Pegadinha do Volume: O paciente com contusão pulmonar e choque hemorrágico é um dilema. Ele precisa de volume para o choque, mas o volume mata o pulmão. A solução é: use sangue (“Blood for Blood”) e evite cristaloides. Mantenha a menor pressão arterial possível que garanta perfusão (Hipotensão Permissiva).

Simulado de Trauma Torácico

Você sabe manejar a “respiração paradoxal”? Teste seus conhecimentos agora.

Simulado: Contusão Pulmonar

Manejo de Tórax Instável e Complicações

0/20

Diagnóstico de Desempenho

Conclusão

O tórax instável é visualmente impactante, mas a contusão pulmonar é quem dita o prognóstico. Analgesia peridural, fisioterapia respiratória agressiva e balanço hídrico rigoroso são as chaves do sucesso. Não subestime a dor do seu paciente; ela é o primeiro passo para a insuficiência respiratória. Continue estudando trauma torácico no saudeaz.com.br.

Produzido pela Equipe Editorial


SaudeAZ.com.br

Keywords

tórax instável definição, contusão pulmonar tratamento, respiração paradoxal fisiopatologia, analgesia peridural trauma costelas, fraturas de arcos costais manejo, fixação cirúrgica de costelas indicações, east guidelines flail chest, ventilação mecânica trauma torácico, restrição hídrica contusão pulmonar, síndrome do pulmão úmido, trauma torácico em idosos, fratura de primeira costela, lesão de aorta associada, escala de gravidade trauma torácico, atelectasia pós traumática, bloqueio intercostal técnica, osteossíntese costal, fisioterapia respiratória trauma, intubação seletiva, shunt intrapulmonar trauma, hipóxia refratária trauma, tomografia de tórax contusão, sinal do cinto de segurança, analgesia multimodal trauma, medicina de emergência brasil.

Como Passar na Prova de Residência



Como Passar na Prova de Residência

Prova de Residência Médica: Tamponamento Cardíaco e Tríade de Beck

Prova de Residência Médica: Trauma Torácico, Pneumotórax Hipertensivo e Drenagem

Avaliação inicial do politraumatizado (ABCDE do ATLS): Como Passar na Prova de Residência

Prova de Residência Médica: Manejo de via aérea difícil e indicações de cricotireoidostomia

Como Passar na Prova de Residência


Avaliação inicial do politraumatizado (ABCDE do ATLS), manejo de via aérea difícil e indicações de cricotireoidostomia, trauma torácico com pneumotórax hipertensivo e drenagem torácica, hemotórax maciço e indicação de toracotomia de reanimação, tamponamento cardíaco e tríade de Beck, contusão pulmonar e fraturas de arcos costais (tórax instável), rotura traumática de aorta e alargamento do mediastino,

trauma abdominal fechado com instabilidade hemodinâmica e indicação de laparotomia, manejo não operatório de lesões de vísceras maciças (fígado e baço), trauma abdominal penetrante por arma de fogo e arma branca, síndrome compartimental abdominal, cirurgia de controle de danos (damage control) e a tríade letal (acidose hipotermia e coagulopatia),

trauma pélvico com choque hemorrágico e uso de fixadores ou lençol pélvico, trauma renal e hematúria, trauma de bexiga e uretra (contraindicação de sondagem vesical), trauma cranioencefálico leve moderado e grave (Escala de Coma de Glasgow), hematoma extradural e intervalo lúcido, hematoma subdural agudo, trauma cervical penetrante e conduta nas zonas I II e III,

queimaduras de segundo e terceiro grau e cálculo de reposição volêmica (Fórmula de Parkland), lesão por inalação e queimadura de vias aéreas, trauma vascular de extremidades e síndrome compartimental de membros, trauma raquimedular e choque neurogênico.

Prova de Residência Médica: Trauma Torácico, Pneumotórax Hipertensivo e Drenagem

Avaliação inicial do politraumatizado (ABCDE do ATLS): Como Passar na Prova de Residência

Prova de Residência Médica: Manejo de via aérea difícil e indicações de cricotireoidostomia

Como Passar na Prova de Residência

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *