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Doenças PediátricasAsma PediátricaConvulsão Febril BenignaCoqueluche (Bordetella pertussis)Crupe)Dermatite Atópica InfantilDifteriaDoença de KawasakiDoença Mão-Pé-Boca (Vírus Coxsackie)DoençasDoenças Exantemáticas (SarampoEritema Infeccioso (Parvovírus B19)Escarlatina (Estreptococo do Grupo A)Gastroenterites Agudas (RotavírusInfecções Respiratórias Virais (Bronquiolite por VSRMeningite Pediátrica (Bacteriana e Viral)Norovírus)Otite Média Aguda (OMA)Perguntas sobre Doenças Formato QuizPoliomieliteRefluxo Gastroesofágico Fisiológico e Doença do Refluxo (DRGE)Roséola Infantil (Exantema Súbito)RubéolaSíndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL)Tipos de DoençasTranstorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)Transtorno do Espectro Autista (TEA) - Abordagem de NeurodesenvolvimentoVaricela/Catapora)

O que são Doenças Pediátricas: Tipos, Causas e Lista Completa

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O que são Doenças Pediátricas: Tipos, Causas e Lista Completa

Visão Geral (O que são?)

As doenças pediátricas compreendem um vasto grupo de patologias, congênitas ou adquiridas, que afetam o indivíduo desde o período neonatal (do nascimento aos 28 dias) até o fim da adolescência (geralmente até os 18 ou 19 anos).

A pediatria exige uma abordagem clínica diametralmente oposta à clínica médica adulta, visto que o paciente encontra-se em constante e rápido desenvolvimento fisiológico, neurológico e imunológico.

A imaturidade do sistema de defesa nas primeiras infâncias torna esta população altamente suscetível a agentes infecciosos ambientais. Conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o monitoramento do crescimento e do marco do desenvolvimento (puericultura), aliado ao calendário vacinal, constitui a base da medicina preventiva infantil.

O saudeaz.com.br organizou este mapeamento para estruturar as futuras análises individuais das patologias mais prevalentes nas emergências e ambulatórios.

Lista de Doenças Pediátricas para Aprofundamento

Abaixo encontra-se a relação das principais patologias pediátricas, categorizadas por alta incidência e impacto na morbimortalidade infantil. Cada uma será objeto de protocolo clínico detalhado no portal:

  • Infecções Respiratórias Virais (Bronquiolite por VSR, Crupe),
  • Doenças Exantemáticas (Sarampo, Rubéola, Varicela/Catapora),
  • Doença Mão-Pé-Boca (Vírus Coxsackie),
  • Eritema Infeccioso (Parvovírus B19),
  • Roséola Infantil (Exantema Súbito),
  • Escarlatina (Estreptococo do Grupo A),
  • Coqueluche (Bordetella pertussis),
  • Difteria,
  • Poliomielite,
  • Otite Média Aguda (OMA),
  • Gastroenterites Agudas (Rotavírus, Norovírus),
  • Meningite Pediátrica (Bacteriana e Viral),
  • Doença de Kawasaki,
  • Asma Pediátrica,
  • Refluxo Gastroesofágico Fisiológico e Doença do Refluxo (DRGE),
  • Dermatite Atópica Infantil,
  • Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL),
  • Convulsão Febril Benigna,
  • Transtorno do Espectro Autista (TEA) – Abordagem de Neurodesenvolvimento,
  • Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH),

Principais Sintomas (Sinais de Alerta e “Red Flags”)

O diagnóstico pediátrico é predominantemente observacional, dado que lactentes e pré-escolares não verbalizam a dor com precisão. A gravidade de um quadro é frequentemente medida pela alteração do estado geral da criança.

Sinais de gravidade que exigem intervenção imediata:

  • Alteração do nível de consciência: Letargia extrema (bebê “larguinho”), dificuldade para acordar ou irritabilidade inconsolável.
  • Desconforto respiratório: Taquipneia (respiração muito rápida), tiragem intercostal (afundamento das costelas ao respirar), batimento de aletas nasais e gemência.
  • Recusa alimentar severa: Associada à anúria (fralda seca por mais de 6 horas), indicando desidratação aguda.
  • Febre em neonatos: Qualquer temperatura acima de 38°C em bebês com menos de 3 meses é uma emergência médica presumida (risco de sepse neonatal).
  • Exantema petequial: Manchas vermelhas na pele que não desaparecem ao serem pressionadas com um copo de vidro (sinal de alerta máximo para meningococcemia).

Causas e Fatores de Risco

A etiologia das doenças infantis é dominada por patógenos ambientais que exploram a falta de memória imunológica da criança:

  • Fatores Infecciosos: Vírus respiratórios e entéricos são responsáveis pela esmagadora maioria das visitas a prontos-socorros pediátricos.
  • Exposição Coletiva: A inserção precoce em creches e pré-escolas multiplica exponencialmente o risco de contágio cruzado de viroses e parasitoses.
  • Vulnerabilidade Anatômica: A tuba auditiva das crianças é mais curta e horizontal do que a dos adultos, facilitando a ascensão de bactérias da garganta para o ouvido (causando Otite Média).
  • Déficit Vacinal: A recusa ou o atraso no calendário vacinal expõe a criança a doenças imunopreveníveis potencialmente letais (como sarampo e poliomielite).

Quando procurar um médico

Os pais devem buscar a emergência pediátrica imediatamente diante dos “red flags” citados acima. Para quadros de febre leve a moderada (38°C a 39°C) em crianças maiores de 3 a 6 meses que permanecem ativas, hidratadas e brincando, a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde é a observação domiciliar com antitérmicos por 48 a 72 horas antes de buscar o pronto-atendimento, para evitar exposição desnecessária a infecções hospitalares.

Como é feito o Diagnóstico

A pediatria clínica depende massivamente da anamnese estruturada (coletada com os pais) e do exame físico minucioso (da cabeça aos pés).

  • Exame Físico: Avaliação da hidratação (turgor da pele, mucosa oral, fontanela/moleira abaulada ou deprimida), ausculta pulmonar e otoscopia.
  • Painel Viral Respiratório (PCR): Exame de swab nasal utilizado frequentemente durante internações para isolar patógenos como VSR, Influenza ou Adenovírus.
  • Exames de Sangue e Urina: Hemograma com Proteína C Reativa (PCR) para diferenciar infecções virais (geralmente autolimitadas) de bacterianas (que exigem antibiótico), e EAS/Urocultura para investigar febre sem foco aparente (frequentemente infecção urinária silenciosa).
  • Punção Lombar: Coleta de líquido cefalorraquidiano, imperativa em lactentes jovens com febre sem foco ou sinais de irritação meníngea, para descartar meningite.

Tratamentos Disponíveis

A farmacologia pediátrica não é apenas a redução de dose de medicamentos de adultos; ela exige cálculos rigorosos baseados no peso corporal exato da criança (mg/kg).

  • Manejo de Suporte: A base do tratamento para quase todas as viroses infantis. Envolve hidratação oral vigorosa (Soro de Reidratação Oral), lavagem nasal com soro fisiológico e antitérmicos/analgésicos (Ibuprofeno, Paracetamol ou Dipirona).
  • Antibioticoterapia Restrita: Apenas prescrita quando há comprovação ou altíssima suspeição de etiologia bacteriana (ex: Otite Média Aguda purulenta, Pneumonia Bacteriana, Escarlatina). O uso empírico para viroses é um erro grave que gera resistência bacteriana global, conforme alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS).
  • Corticoterapia: Utilizada em episódios agudos de inflamação das vias aéreas (como o Crupe viral ou crises de Asma).
  • Internação em UTI Pediátrica: Necessária para suporte de oxigênio avançado (CPAP, Ventilação Mecânica) em casos de Bronquiolite severa ou choque séptico.

Tabela Comparativa: Infecção Viral vs. Infecção Bacteriana na Infância

Característica Clínica Infecção Viral (Ex: Resfriado, Bronquiolite) Infecção Bacteriana (Ex: Faringite Estreptocócica)
Início dos Sintomas Geralmente gradual, piorando entre o 3º e 5º dia. Geralmente abrupto, com febre alta e súbita.
Aspecto Geral da Criança Frequentemente brinca e interage quando a febre baixa. Tende a ficar muito prostrada e “caída” mesmo sem febre.
Sintomatologia Múltipla Coriza, tosse leve, diarreia e febre simultaneamente. Sintomas muito focados (ex: apenas dor de garganta muito forte).
Resposta ao Tratamento Melhora espontânea com repouso e hidratação (7 a 10 dias). Não melhora; exige administração de antibióticos apropriados.

Exemplos de Casos (Estudos Clínicos Comuns)

1. O Alerta Vermelho do VSR (Bronquiolite): Lactente de 3 meses, previamente hígido. Iniciou quadro de coriza clara e tosse leve, diagnosticado inicialmente como resfriado. No quarto dia, evoluiu com febre de 38.5°C, recusa mamária, gemência e batimento de aletas nasais.

Ao chegar à emergência, a oximetria marcou 88%. O painel viral confirmou Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A criança foi internada em UTI pediátrica para suporte de oxigênio via cateter nasal de alto fluxo e hidratação venosa. A bronquiolite causa inflamação massiva dos bronquíolos terminais e é a principal causa de internação no primeiro ano de vida.

2. A “Língua de Framboesa” (Escarlatina): Criança do sexo masculino, 6 anos. Apresentou dor de garganta severa, febre de 39°C e vômitos. Dois dias depois, surgiu um exantema (manchas vermelhas) áspero no tronco que parecia uma “lixa” ao toque, e sua língua tornou-se intensamente vermelha com papilas inchadas (língua em framboesa). O Streptococcus pyogenes (Bactéria do Grupo A) foi confirmado por teste rápido (swab de garganta). O tratamento com Amoxicilina por 10 dias foi imediatamente iniciado, não apenas para curar a infecção, mas para prevenir a grave complicação da Febre Reumática que pode destruir válvulas cardíacas.

3. O Susto da Convulsão Febril: Criança do sexo feminino, 2 anos. Estava com um quadro viral simples (Roséola Infantil) no primeiro dia de sintomas. De forma abrupta, a temperatura subiu rapidamente para 39.5°C. A criança perdeu a consciência, revirou os olhos e apresentou abalos musculares generalizados por cerca de 2 minutos, seguidos de sonolência profunda. Levada ao pronto-socorro, o neurologista pediátrico confirmou tratar-se de uma Convulsão Febril Benigna. O evento aterroriza os pais, mas é uma resposta transitória do cérebro imaturo ao pico térmico rápido, não deixando sequelas neurológicas e não configurando Epilepsia.


Curiosidade: Durante os primeiros seis meses de vida, o bebê possui uma “imunidade passiva” notável. Através da placenta, durante o último trimestre de gestação, a mãe transfere uma grande quantidade de anticorpos (IgG) para o feto. Essa reserva protege o recém-nascido contra patologias como o sarampo e a rubéola até o sexto mês. Após esse período, os anticorpos maternos degradam-se no sangue do bebê, momento exato em que a criança começa a adoecer com muito mais frequência, exigindo a proteção das vacinas do calendário infantil.

Dica: A febre é o sintoma que mais causa “fobia” nos pais, resultando em idas desnecessárias à emergência. Entenda a febre não como a doença, mas como um aliado: ela é um mecanismo de defesa mecânico do corpo para inibir a replicação de vírus e bactérias. Não acorde uma criança que está dormindo confortavelmente apenas para dar um antitérmico porque o termômetro marcou 38°C. Trate o desconforto da criança (dor, irritabilidade, choro), e não o número no termômetro.


10 Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quando devo levar meu bebê com febre para a emergência?
Bebês com menos de 3 meses exigem avaliação médica imediata para qualquer febre acima de 38°C. Para crianças maiores, leve à emergência se a febre for acompanhada de dificuldade para respirar, letargia severa, manchas pelo corpo, recusa total de líquidos ou convulsão.

2. É normal a criança ficar doente no primeiro ano de creche?
Sim, é uma evolução fisiológica esperada. Crianças no primeiro ano de socialização em creches podem apresentar de 8 a 12 infecções virais respiratórias ou gastrointestinais por ano. É assim que o sistema imunológico adquire memória (“biblioteca de imunidade”).

3. Lavagem nasal machuca o bebê?
Não, se feita corretamente com soro fisiológico. A lavagem nasal de alto volume e baixa pressão é a intervenção física mais eficaz para prevenir que um resfriado comum evolua para uma otite média ou sinusite pediátrica, pois limpa mecanicamente as secreções retidas.

4. Dar antibiótico previne que a virose vire pneumonia?
Em hipótese alguma. Antibióticos não possuem nenhum efeito sobre vírus e não têm capacidade preventiva. O uso empírico apenas destrói a flora intestinal (microbioma) da criança, causando diarreia e favorecendo infecções por bactérias super-resistentes no futuro.

5. O que fazer durante uma convulsão febril?
Mantenha a calma. Deite a criança de lado em uma superfície segura para evitar engasgos com a saliva, afrouxe as roupas e marque o tempo no relógio. Nunca coloque os dedos ou objetos na boca da criança. A crise geralmente cede sozinha em menos de 5 minutos.

6. Vacinas causam autismo?
Não. Esta é a fraude científica mais destrutiva da medicina moderna. Múltiplos estudos de meta-análise envolvendo milhões de crianças em todo o mundo confirmaram reiteradamente que não há qualquer ligação biológica ou estatística entre imunizantes e o Transtorno do Espectro Autista.

7. O que é a Doença Mão-Pé-Boca?
É uma virose altamente contagiosa (causada geralmente pelo vírus Coxsackie) comum em creches. Causa febre, dor de garganta e pequenas úlceras dolorosas no interior da boca, além de bolhas características nas palmas das mãos, solas dos pés e região das fraldas.

8. É seguro alternar antitérmicos (Ibuprofeno e Paracetamol)?
A diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda focar em apenas um medicamento. A alternância contínua aumenta severamente o risco de erros de dosagem, toxicidade hepática (pelo Paracetamol) ou toxicidade renal (pelo Ibuprofeno). Se a febre não baixar 1 grau em 2 horas, reavalie com o médico.

9. Como saber se o bebê está desidratado?
Observe quatro sinais críticos: choro sem lágrimas, boca e língua muito secas, olhos fundos e ausência de urina na fralda por mais de 6 horas consecutivas. A desidratação infantil é uma urgência que mata muito mais rápido do que a febre.

10. Qual a diferença entre refluxo normal e doença do refluxo (DRGE)?
O refluxo fisiológico (“golfada”) é comum até o sexto mês; o bebê regurgita, mas continua ganhando peso, sorrindo e não chora de dor. A DRGE ocorre quando o ácido queima o esôfago, causando choro arqueado de dor extrema, recusa alimentar e perda ou estagnação no peso.


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Aviso Médico do Saúde A-Z: Este material ostenta finalidade estritamente analítica e educacional. A medicina pediátrica não permite autodiagnóstico. A deterioração clínica em lactentes e crianças ocorre em questão de horas. A persistência de sintomas ou a presença de sinais de alerta exigem avaliação imediata por um médico pediatra ou em um serviço de pronto-atendimento hospitalar.



 

 

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