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Quiz da Diabetes Mellitus

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Quiz da Diabetes Mellitus

🇧🇷 Nota Editorial – Contexto Brasileiro: O Brasil é o 5º país com maior incidência de Diabetes no mundo (Atlas IDF). Este artigo aborda a realidade do tratamento no SUS (Insulinas NPH/Regular, Metformina) em contraste com as terapias de ponta (Análogos, Bombas de Infusão, iSGLT2) e as diretrizes atualizadas da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Diabetes Mellitus: A Crise Metabólica do Século XXI

“O Diabetes não é apenas uma doença de açúcar no sangue; é uma desordem vascular, inflamatória e energética sistêmica. Do endotélio à mitocôndria, a hiperglicemia crônica corrói a arquitetura biológica silenciosamente.”

O Diabetes Mellitus (DM) constitui um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambas.

A prevalência no Brasil explodiu nas últimas décadas, acompanhando a curva da obesidade e do sedentarismo, transformando-se no principal fator de risco para cegueira, amputações não-traumáticas e doença renal dialítica.

Quiz: Diabetes Mellitus (SBD)

Autoral: Portal SaudeAZ

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Estudante / Público

Sintomas, tipos de Diabetes e tratamento básico.

Residente / Clínico

Critérios diagnósticos, manejo de complicações e insulinas.

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Aprofunde-se nos temas:

1. Fisiopatologia: O Colapso da Homeostase Glicêmica

Diabetes Tipo 1 (DM1): A Autoimunidade

Resulta da destruição autoimune das células beta pancreáticas (produtoras de insulina) nas ilhotas de Langerhans. Anticorpos como Anti-GAD, Anti-IA2 e Anti-ZnT8 marcam o processo. A deficiência de insulina é absoluta.

Sem o hormônio anabólico, o corpo entra em estado catabólico, quebrando gordura e gerando corpos cetônicos (risco de Cetoacidose). Representa 5-10% dos casos, acometendo principalmente crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos (LADA).

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Diabetes Tipo 2 (DM2): O Octeto Ominoso

Representa 90% dos casos. A fisiopatologia é complexa e envolve a Resistência à Insulina (principalmente muscular e hepática) combinada com falência progressiva da célula beta. DeFronzo descreveu o “Octeto Ominoso”, os 8 defeitos centrais:

  1. Diminuição da captação de glicose no músculo.
  2. Aumento da produção hepática de glicose (neoglicogênese).
  3. Falência da secreção de insulina pelo pâncreas.
  4. Aumento da lipólise (ácidos graxos livres tóxicos).
  5. Diminuição do efeito Incretínico (GLP-1 reduzido no intestino).
  6. Aumento da secreção de Glucagon (células alfa).
  7. Aumento da reabsorção renal de glicose (SGLT2).
  8. Disfunção de neurotransmissores (controle do apetite).

2. Diagnóstico: Critérios Brasileiros (SBD)

O diagnóstico não deve basear-se em glicemia capilar (“ponta de dedo”), mas sim em sangue venoso:

  • Glicemia de Jejum: ≥ 126 mg/dL.
  • Hemoglobina Glicada (HbA1c): ≥ 6,5%. Reflete a média dos últimos 3 meses.
  • Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG 75g): ≥ 200 mg/dL após 2 horas.
  • Sintomas Clássicos + Glicemia ao Acaso: ≥ 200 mg/dL (com poliúria, polidipsia, perda de peso).

Importante: O estado de Pré-Diabetes (Glicemia 100-125 ou HbA1c 5,7-6,4%) é a janela de oportunidade para intervenção com mudança de estilo de vida, revertendo a evolução para DM2.

3. Terapêutica do DM2: A Nova Era Cardio-Renal

O foco do tratamento mudou. Não basta baixar a glicose (glicocentrismo); é preciso proteger o coração e o rim.

Metformina: A Rainha

Ainda é a primeira linha para a maioria. Melhora a sensibilidade à insulina no fígado. Segura, barata e neutra no peso. Contraindicada se TFG < 30 ml/min.

As Drogas Modificadoras de Desfecho

Dois grupos revolucionaram a endocrinologia recente:

  • Inibidores de SGLT2 (Gliflozinas): Bloqueiam a reabsorção de glicose no rim, causando glicosúria. Benefícios massivos na Insuficiência Cardíaca e proteção Renal, independentemente da glicose.
  • Agonistas de GLP-1 (Liraglutida, Semaglutida): Injetáveis (e agora orais) que mimetizam o hormônio intestinal da saciedade. Estimulam insulina, inibem glucagon, retardam esvaziamento gástrico e causam perda de peso potente (até 15-20%), reduzindo risco de infarto e AVC.

4. Manejo do DM1 e Insulinas

O paciente DM1 vive sob a regra da Insulinoterapia Intensiva (Basal-Bolus). O objetivo é mimetizar o pâncreas:

  • Insulina Basal: Cobre a produção hepática de glicose (ex: NPH no SUS, Glargina/Degludeca no privado).
  • Insulina Bolus (Prandial): Cobre o pico de glicose das refeições (ex: Regular no SUS, Lispro/Asparte no privado).

A tecnologia (Bombas de Insulina e Sensores Contínuos – CGMS) permite o “Pâncreas Artificial Híbrido”, onde o sistema ajusta a insulina basal automaticamente para evitar hipo e hiperglicemia.

5. Complicações Agudas e Crônicas

Emergências Hiperglicêmicas

  • Cetoacidose Diabética (CAD): Típica do DM1. Déficit absoluto de insulina. Glicose alta + Acidose Metabólica + Cetonemia/Cetonúria. Tratamento: Hidratação vigorosa, Insulina EV, Reposição de Potássio.
  • Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH): Típico do DM2 idoso. Glicose altíssima (>600), desidratação severa, hiperosmolaridade, sem acidose significativa.

Crônicas (Micro e Macrovasculares)

  • Retinopatia Diabética: Principal causa de cegueira em idade ativa. Exige fundo de olho anual.
  • Nefropatia: Rastreio com Microalbuminúria. Principal causa de diálise no Brasil.
  • Neuropatia e Pé Diabético: Perda da sensibilidade protetora + deformidades + doença vascular periférica = risco de úlceras e amputação.

Conclusão: Educação é o Melhor Remédio

O diabetes é uma doença de autogestão. O médico prescreve, mas é o paciente que decide o que comer, quando aplicar insulina e se vai caminhar.

A educação em diabetes, o acesso a insumos pelo SUS e o uso racional das novas tecnologias são a tríade para evitar que o Brasil se torne um país de amputados e renais crônicos.

Referências e Tags: sociedade brasileira de diabetes, insulina, metformina, gliflozinas, ozempic, pé diabético, contagem de carboidratos, hemoglobina glicada, cetoacidose, retinopatia.

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